Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012
Trabalho mais do que nunca, mas tenho mais tempo para os filhos

 

Era editora numa revista, mas estava farta de rever textos dos outros. Quando engravidou da terceira filha, Sónia Morais Santos percebeu que não podia continuar a chegar a casa depois das 20h. Deixou o cargo de editora numa revista para se tornar jornalista freelancer. Tornou-se dona do seu tempo e garante que assim ele “estica”. E lhe dá mais tempo para as crianças. Licenciada em Ciências da Comunicação, Sónia tem 38 anos e é a autora do blogue Cocó na Fralda.

 

1. O que fazia antes de ser jornalista freelancer ?

Era editora executiva da revista Time Out Lisboa.

 

2. Quais os motivos que a levaram a tomar a decisão de deixar um emprego “certo”?

Quando a minha terceira filha estava para nascer, percebi que não podia continuar a chegar a casa às 20h e às 21h, com o meu marido. Só nos dava para deitar os filhos e nada mais. Além disso, estava absolutamente farta do trabalho de editora - ali fechada a ver os textos dos outros, ou então a fazer coisas que já não me estimulavam minimamente. Quando comecei a ficar febril ao domingo, só por pensar no regresso ao trabalho, percebi que era chegada a hora de saltar fora.

 

3. A mudança foi a forma que encontrou para conciliar a profissão com a vida familiar?

Também. E a conciliação foi total. Hoje trabalho consideravelmente mais do que alguma vez trabalhei, mas tenho muito mais tempo para os meus filhos. Faço uma gestão inteligente do meu tempo. E ele estica. Claro que gostava que esticasse muito mais. Mas isso gostávamos todos.

 

4.. Foi difícil "mudar de vida" sem a alegada segurança de um "emprego certo?

Não senti isso. Mas também tive sorte. Consegui avenças fixas e, agora, todos os sítios para os quais escrevo são avenças fixas. Ou seja: sei sempre quanto vou receber no final do mês, porque é sempre igual, e assim até parece que tenho um ordenado. A verdade é que fui abrindo portas, ao longo dos anos em que trabalhei por conta de outrém, que me permitiram ter outra estabilidade enquanto freelancer.

 

7. Aconselha outras famílias a fazer o mesmo? Por realização pessoal ou sobretudo pela possibilidade de conciliação trabalho/família?

Não dou conselhos desses. Acho demasiado arriscado. Porque eu saí-me bem, mas a outros pode correr mal. Acho que é preciso ter-se uma estrutura mental muito sólida para se ser freelancer, é preciso ter muita força de vontade, é preciso ser muito batalhador, muito insistente, muito organizado, disciplinado, e não cair na tentação de ficar no sofá a ver séries, nem de pijama o dia inteiro - esse é o primeiro passo para uma ruína e uma depressão anunciadas. Levanto-me todos os dias às 7.30 para despachar os miúdos, que vão para a escola, tomo banho, visto-me, pinto-me e começo a trabalhar como se tivesse um patrão a olhar-me de soslaio. E tenho: sou eu!

 

 

 

“Uma entrevista por mês” é a nova rubrica do blog Flexibilizar para Conciliar.
Queremos dar voz a pais e mães que conseguiram encontrar o equilíbrio entre o trabalho e a família, ou que estão a esforçar-se para lá chegar. Encontrar novas soluções ou bases para discussão que permitam atingir os objetivos do movimento é o objetivo da iniciativa.
Se vive uma experiência inspiradora neste sentido e quer partilhá-la, contacte-nos na nossa página no facebook ou deixe aqui um comentário.



publicado por flexbilizar ~ conciliar às 14:04
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Sexta-feira, 21 de Outubro de 2011
os nossos 10 mandamentos

~ 1
Acreditar que flexibilizando o trabalho é possível conciliar 

vida profissional e vida familiar;

 

~ 2
Demonstrar que a flexibilidade não é precariedade.

Antes fortalece a produtividade;

 

~ 3
Divulgar o que a lei portuguesa já contempla em benefício

da flexibilidade e dos direitos do trabalhador;

 

~ 4

Conhecer e divulgar os diversos tipos de trabalho

flexível existentes;

 

~ 5

Promover o debate sobre o tema da flexibilidade

em todos os cantos virtuais e reais;

 

~ 6

Seguir e divulgar o exemplo dos países, das empresas

e das pessoas que conseguiram implementar a flexibilidade

com sucesso;

 

~ 7

Não permitir que o trabalhador que opta pelo trabalho

flexível se sinta isolado e vítima de preconceito;

 

~ 8

Acreditar que cabe aos cidadãos colaborar na construção

de uma sociedade mais flexível e equilibrada;

 

~ 9

Propor novas medidas de acção e nova legislação
que favoreçam a prática do trabalho flexível;

~ 10

Pela flexibilidade marchar, marchar.


SUCESSO PROFISSIONAL EM FAMILIAS FELIZES E ESTÁVEIS.
SIM, É POSSÍVEL.




publicado por flexbilizar ~ conciliar às 12:04
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Quarta-feira, 6 de Julho de 2011
Revolucionar para Flexibilizar no Encontro "Tempo: Trabalho e Vida Pessoal"
Gonçalo Cavalheiro (GRACE), Sandra Brito Pereira (CARRIS), Carla Rodrigues (Revolucionar para Flexibilizar),
Eva Carvalho (Projecto Conciliação), Rosa Freitas Soares (DELOITTE)
A convite do Grupo de Reflexão à Cidadania Empresarial (GRACE) o movimento “Revolucionar para Flexibilizar” participou no encontro de dia 29 de Junho sobre o tema "Tempo: Trabalho e Vida Pessoal".
Esta associação de empresas visa a reflexão, promoção e desenvolvimento de iniciativas de responsabilidade social empresarial, considerando hoje essencial o debate acerca do equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. O  "Revolucionar para Flexibilizar" esteve representado por Carla Rodrigues que apresentou os objectivos do movimento, as vantagens para todos da conciliação entre a vida familiar e o trabalho e os vários passos para se chegar a este equilíbrio: a comunicação, a sensibilização, promoções de boas práticas, implementação de cultura e valores com uma visão humanista do local do trabalho e o papel dos poderes políticos. 





O encontro teve também a participação de outras entidades e pessoas: Sandra Brito Pereira, Directora do Gabinete de Desenvolvimento Organizacional, como representante da Carris, empresa que recebeu uma menção honrosa na 5ª Edição do prémio Empresas Mais Familiarmente Responsáveis (iniciativa conjunta da Deloitte e da AESE) e da própria Deloitte, através de Rosa Freitas Soares que apresentou o programa Empresas Familiarmente Responsáveis. Eva Carvalho apresentou o Projecto “Conciliação”, uma investigação coordenada pelo Instituto de Ciências da Família da Universidade Católica e promovida pela Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, tendo por base uma partilha de conhecimento e experiências entre Portugal e a Noruega em matérias de conciliação entre o trabalho e a vida familiar.
Ao longo de todo o encontro foi perceptível a vontade expressa em tornar as empresas mais orientadas para a família, tendo por base a ideia generalizada de que um trabalhador motivado é aquele que sente que, por parte do empregador, existe a preocupação e o respeito pelas suas necessidades familiares, tornando-se mais produtivo e motivado para se entregar aos compromissos laborais, sempre que sente que a sua vida pessoal não é posta em último plano.  


publicado por flexbilizar ~ conciliar às 01:17
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Segunda-feira, 27 de Junho de 2011
Bom regresso !
Tenho a sorte de trabalhar numa empresa onde as pessoas são tratadas como pessoas e não como máquinas de produzir coisas. Se calhar a área de negócio ajuda - trabalho em comunicação - ou se calhar tem tudo a ver com a essência do patronato.
Estou há quase seis anos nesta empresa. Nem tudo foram rosas, mas passo a passo as coisas foram acontecendo. Tive dois filhos e em ambas as alturas pude sempre usufruir dos direitos que a Lei me dá, enquanto mãe: licenças sem chatices, horários de amamentação respeitados, etc.
Dou muito de mim à empresa. Isto inclui trabalhar fora de horas, fins-de-semana, dar "jeitinhos" durante as licenças de maternidade, ir para o estrangeiro (e isso conta como trabalho 24/7), etc. Mas faço isto tudo porque sinto que sou recompensada. Não tenho um ordenado milionário (looooonge disso), mas sou tratada como gente e isso para mim é o mais importante.

Nunca me foi negada uma hora para ir a uma consulta, nunca me senti policiada e nunca precisei de nada disto para trabalhar.
Regressei ontem (dia 21) ao trabalho, depois de seis meses e meio em casa (um mês e meio de baixa mais cinco meses de licença de maternidade). Tive que pôr a minha filha mais velha na escola e a dita fecha às 19h30. O meu horário normal (excluindo o tempo que me falta a usufruir de licença de amamentação) é das 10h às 18h30, com uma hora de almoço. Ora, a trabalhar em Lisboa, a sair às 18h30, basta apanhar um bocadinho de trânsito (coisa que, com o IC19 pelo meio, acontece muito!) para não conseguir chegar à escola da miúda a tempo. Por isso, ontem, primeiro dia de trabalho, sugeri que se reformulasse o horário da empresa. Somos poucos e nenhum de nós precisa de entrar às 10h. Propus que se passasse a trabalhar das 9h30 às 18h. A minha proposta foi imediatamente aceite.
Sei que não precisava de o ter proposto: se precisasse de sair às 18h, saía sem que ninguém me perguntasse nada. Mas não me sentia bem com isso... parece que ia estar todos os dias a pedir um favorzinho e não vi necessidade de que assim fosse. Posto isto, propus. Sem medos, sem alaridos. E, talvez porque trabalho para pessoas que são, acima de tudo, muito humanas, não houve problema nenhum.
Se, a partir de Janeiro, altura em que termina a minha redução de horário, sentir que preciso de sair mais cedo uma vez ou outra, peço. E compenso com a hora de almoço ou assim (que eu não preciso de uma hora para almoçar, 15 minutos bastam, mais cinco para cafézinho, vá).
E sim, eu precisava mesmo deste ajuste, porque ao fim do dia cai-me tudo em cima e as horas não me bastam para tudo o que tenho para fazer. Isto de andar a brincar às super-mulheres é muito giro mas cansa... E eu não quero ser uma mãe cansada, nem uma mulher cansada, nem uma trabalhadora cansada. Quero sentir que o tempo me basta e que o aplico da melhor maneira! E quero ser sempre, para os meus filhos, a mãe que eles merecem (e não apenas a mãe que eles podem ter).

Marianne

PS : Este espaço é vosso às segundas-feiras, se tiverem uma experiência positiva ou inspiradora de flexibilização, partilhem com os leitores e aderentes do movimento.


publicado por flexbilizar ~ conciliar às 11:29
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Terça-feira, 24 de Maio de 2011
Teletrabalho ganha dinâmica em contexto de adversidade
O teletrabalho está a tornar-se para muitas empresas uma ferramenta viável para enfrentar a crise. À redução dos gastos para as organizações, aliam-se as vantagens para os trabalhadores que também poupam dinheiro nas deslocações e refeições fora de casa. A Era do e-work parece estar a ganhar expressão.
Há muito que a Europa acordou para o potencial do teletrabalho, mas em Portugal esta forma de trabalhar tem ainda uma tímida expressão. São ainda poucas as organizações a aplicar de forma permanente esta metodologia, ainda que muitas coloquem já o e-work como uma possibilidade pontual para os seus colaboradores. Mas, a crise e adversidade económica que o país atravessa poderão impulsionar o teletrabalho nas empresas nacionais.

Segundo a Albenture, empresa especializada na conciliação da vida profissional e familiar, “apesar de ainda nos encontrarmos abaixo da média europeia e longe da situação vivida em países como a Suécia e a Dinamarca, em Portugal continua a aumentar o número de empresas que têm implementado o teletrabalho como modelo laboral permanente ou flexível, alcançando percentagens elevadas de empregados que já trabalham a partir de casa”. A empresa não fornece dados estatísticos deste crescimento, mas enfatiza a crescente procura que tem tido por serviços de conciliação entre a vida profissional e família, onde o teletrabalho entra como metodologia.
Nesta empresa, metade do quadro de empregados usufrui da possibilidade de não ter de ir ao escritório para cumprir com a sua obrigação profissional e segundo Filomena Chainho e Regina Cruz, responsáveis da Albenture Portugal, “esta medida permite economizar tanto por parte da empresa como por parte do trabalhador, além de conseguir que nos sintamos mais confortáveis e satisfeitos profissionalmente”.

As mulheres são, segundo dados recentes desta empresa quem mais solicita as ferramentas de conciliação entre trabalho e família, com preferência pelo teletrabalho. Filomena Chainho, por exemplo, reconhece que “a possibilidade de estar em casa facilita a vida em termos de economia de tempo e sinto também que me reduz o srtess e aumenta a produtividade, pois se tiver de acabar alguma coisa posso sempre prolongar o trabalho pelo serão, sem ter a preocupação de sair a correr para ir buscar a minha filha ao infantário e ir para casa”.

Redução de gastos associados ao espaço físico (energia, água, consumíveis informáticos, etc), aumento de produtividade e melhoria do rendimento dos colaboradores figuram entre as principais vantagens para as empresas, mas há outras. Segundo a Albenture, “o teletrabalho contribui para a retenção do talento nas empresas e permite captar novos profissionais que se encontrem em áreas geográficas mais afastadas dos escritórios da empresa”. Paralelamente. o facto de se reduzir o tempo de deslocação dos colaboradores para a empresa, faz com que o tempo seja diretamente investido na realização de trabalho e com que diminua o absentismo entre os funcionários, aumente a capacidade de resposta às necessidades dos clientes, bem como a competitividade e a busca pelo conhecimento por parte dos colaboradores.
Para os e-trabalhadores, a possibilidade de conciliar melhor a carreira e a família, o maior conforto na execução do trabalho, a diminuição do stress laboral e a redução significativa das despesas de transportes e alimentação são argumentos de peso para trabalhar a partir de casa.

Artigo do Expresso Emprego
http://aeiou.expressoemprego.pt/Actualidades.aspx?Art=1&Id=2496


publicado por flexbilizar ~ conciliar às 13:20
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Terça-feira, 10 de Maio de 2011
Michelle Obama no "Forum on workplace Flexibility"
Directamente da Casa Branca, Michelle Obama fala-nos de da importância da flexibilidade e da conciliação entre o trabalho e a familia.



Para quem não tem muito tempo, a apresentação começa ao minuto 11


publicado por flexbilizar ~ conciliar às 11:28
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Inspiração : Deloitte
Consciente da importância do equilibrio entre vida pessoal e trabalho na sua cultura, a altamente competitiva consultora Deloitte instituiu um blogue inspirador sobre flexibilização.
Neste espaço, executivas de sucesso divulgam diferentes maneiras de conciliação entre vida pessoal e profissional.
Pode-se ler, neste blogue, sobre o dia em que não hesitou em flexibilizar a sua agenda para estar presente num momento importante da vida da filha, ou quando esteve presente no forum na Casa Branca, onde a flexibilidade foi apresentada por Michelle Obama como uma prioridade.
A seguir de muito perto :
http://blogs.deloitte.com/winblog/


publicado por flexbilizar ~ conciliar às 08:37
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