Sexta-feira, 29 de Abril de 2011
Parece que foi ontem, mas já lá vão 6 anos.
Por causa disto aqui, estive a pensar porque é que gosto tanto de trabalhar em part-time (ou então não)

Olá. Eu sou a Miss Cérise Umbelina e sou part-timeólica. Tenho 26 anos e já trabalho desde os 20. E com a excepção de 2 anos com um negócio próprio, tenho trabalhado sempre em part-time, ou part-times, para ser mais rigorosa.
No verão da véspera de (v)ir em Erasmus trabalhei no aeroporto de Lisboa. De julho a setembro. Não foi bem em part-time, mas como o tempo estava limitado àqueles meses é como se fosse. E foi duro! Acordar às 5.30 para entrar às 7 da matina. A sorte é que o carro já sabia o caminho. Ganhei uns cobres e andava feliz e ocupada.
Os próximos part-times foram logo no Verão seguinte, em Portimão - no supermercado Modelo e numa pastelaria. Trabalhava das das 11 às 15 e das 21 à 1 da manhã. Quase não comi, praiei muito e ginastiquei bastante. Voltei para casa com 6 kgs a menos e uns bons trocados ganhos.
Ganhei-lhe o gosto e logo em outubro comecei a trabalhar ao fim-de-semana na H&M e a dar explicações durante a semana ao mesmo tempo que terminava o curso e depois o estágio.
Quando a faculdade me entregou o diploma, já eu tinha um centro de explicações por minha conta e trabalhava num escola (em part-time, claro). O negócio não correu bem e desde Setembro do ano passado andei a coleccionar trabalhos, como quem colecciona troféus. Mas troféus daqueles bem valiosos, porque da maneira que estão as coisas em Portugal, a malta tem é de arregaçar as mangas. E aprender a dar a volta por cima. E as coisas que eu aprendi foram imensas, porque me estreei em campos inéditos.
Aulas no 1º ciclo, curso de inglês, formação de adultos, para não falar no call-center. E de tudo o que fui fazendo, a única coisa em que tinha experiência era nas explicações e isso viu-se nos resultados das 'minhas crianças' que me deixaram muito orgulhosa.
Nos entretantos, a minha vida deu uma volta de 180º e mudei de país, mas continuo em part-time, porque o horário não é completo. Tem de haver um número mínimo de alunos para que a carga horária aumente. E enquanto isso não acontece, ando a pensar em dar aulas particulares de português.
É que para além de me terem surgido boas oportunidades que não podia recusar e de ter feito das tripas coração para as encaixar na minha vida, ainda sou dotada daquela coisa a que chamam bicho carpinteiro. Sabem, aquele bichinho que não nos deixa parar e nos faz andar sempre em movimento? Eu sofro disso e em elevado grau.
Por causa disso, acho que os part-times não me têm feito mal nenhum. Tenho ganho estaleca e experiência e ainda bem, porque estou em boa idade disso e tenho de aprovietar enquanto não chegam as crias.
Nunca senti que aprender mais me fosse prejudicial, até porque o saber não ocupa lugar e nunca sabemos quando vamos precisar de utilizar aquilo que aprendemos. Quanto ao tempo livre, pois claro é sempre o mais sacrificado, mas quando finalmente aparece, sabe sempre melhor.
Quando me ponho a pensar nisto, dá-me assim a modos que vontade de ter uma vida mais calma e estável, mas acho que já não consigo. Só já me parece que já não sei ser de outra maneira. Sempre a pensar em chegar um bocadinho mais longe. Ao próximo objectivo.

* se estiver a pensar em trabalho pago, porque em regime de 'voluntária à força' trabalhei desde sempre no supermercado e no restaurante dos meus pais e não me fez mal nenhum.

Miss Blanche Cérise
http://missblanchecerise.blogspot.com/2011/04/parece-que-foi-ontem-mas-ja-la-vao-6.html


publicado por flexbilizar ~ conciliar às 17:53
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