Domingo, 1 de Maio de 2011
Sr. Empregador, não sabe vencer a crise ? Pergunte ao Mourinho
Senhor(a) Empregador(a)

Costuma olhar para os seus colaboradores?
Quando digo olhar, digo mal. Reformulando – Senhor empregador, costuma ver os seus colaboradores?
Pois é. A língua portuguesa é muito traiçoeira e ver não é o mesmo que olhar. Quantas vezes já se interrogou por a expansão e o gráfico de produtividade não atingirem os valores que esperava, apesar de todas as condições ergonómicas que criou?
Já olhou bem para os/as seus/suas colaboradores/colaboradoras? Já os viu, realmente?
Há muito tempo que deixei de me interessar por futebol, mas não sou indiferente ao que se passa no Mundo e as notícias do futebol invadem a nossa casa, na hora das refeições. Acabamos por conviver com elas e, no meu caso, por as analisar. Que pensam do José Mourinho? Acham que o sucesso dele é apenas devido à sorte? Os êxitos conseguidos em Portugal, Inglaterra, Itália e Espanha serão apenas devido ao acaso? Ou será que ele é um verdadeiro “gestor de pessoas” e consegue tirar delas (daquelas que tem naquele instante), o melhor que elas têm para dar? Que pensam disso? Sorte, acaso, ou estudo da personalidade de cada um dos seus colaboradores, proporcionando-lhes todas as condições sociais e emocionais, para que eles tenham como preocupação única a sua tarefa, o seu desempenho, porque todas as outras (familiares e sociais) estão asseguradas?
Acha-se menos profissional que o José Mourinho (respeitando a diferença do ramo de actividade)?
Acha que ele é um super-homem? Ou será que ele é apenas um homem atento, que sabe ver quem tem à sua volta?
Pense nisso, na sua próxima contratação de um(a) colaborador(a) para a sua firma.

Carlos Oliveira


publicado por flexbilizar ~ conciliar às 08:12
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5 comentários:
De **SOFIA** a 1 de Maio de 2011 às 15:51
quando o teu chefe nem sequer te olha nos olhos nas reuniões, mesmo sendo teu superior há seis anos, é difícil ser-se visto com olhos de ver...


De Carlos a 1 de Maio de 2011 às 22:23
Esse "chefe" não é um chefe. É um papagaio que se limita a papaguear as directivas que recebeu de outrem. Coitado, tenho pena dele. Não se sente à vontade na tarefa que desempenha e, provavelmente, também não se sente muito feliz no emprego. Precisa de ajuda. Infelizmente, há muitos como ele.
Carlos Oliveira


De Dadinha a 1 de Maio de 2011 às 23:18
Carlos bem-vindo à revolução.
Eu não percebo nada de futebol mas ouvi dizer que, quer os jogadores e tecnicos que trabalharam, quer os trabalham com o Mourinho
todos teem respeito e admiraçao por ele.

Nunca tive um patrão (fui trabalhadora independente) mas tb ouvi dizer, que pelos empresário é rarissimo encontrar algum que mereça respeito e admiração.

Pois é, falta "tomates" para saber dirigir, ser assertivo/a e simultaneamente respitador e motivador/a dos outros.
No nosso Portugal existe uma visão do trabalhador com algo estranho à empresa, inerte, sem vida própria.
Mas vai mudar! Sim, bateu no fundo, só resta mudar.

Sofia quando alguem não olha nos olhos para mim é cobarde! Sem mais!


De A mãe que capotou a 2 de Maio de 2011 às 00:09
Acabei agora mesmo de contar a historia do capuchinho vermelho à minha filha, e estava tudo ali, o lobo mau e tudo a que temos direito. Felizmente, ontem tinhamos visto um documentario no National Geographic sobre lobos. Acho que ela percebeu que as coisas são bem mais complexas do que esse bom Perrault nos quer fazer pensar.
;)


De Carlos a 2 de Maio de 2011 às 00:54
Fico muito contente por esta geração rasca, ou à rasca (as denominações variam conforme convém a quem nos governa, ou nos quer governar) conhecer escritores do século XVII.
Parece-me que, afinal, não somos uma geração perdida, como alguns se esforçam por nos tentar convencer. Força GUERREIRAS.
Para quem está de fora, como eu, é muito fácil falar. Problema diferente é para aquelas que estão a senti-lo "na pele", no momento presente e que têm de engolir alguns sapos, porque se trata da sua própria sobrevivência.
Todas podem contar com o meu apoio e solidariedade, mas é muito fácil apoiar, quando não corremos riscos.
Mantenham o ritmo, porque a caminhada ainda agora começou.


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